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TECER, DESTECER, RETECER

Mirela Luz

TECER, DESTECER, RETECER

A exposição Tecer, destecer, retecer parte de uma única linha que vai

costurando relações de afeto, amizade e trabalho entre treze artistas mulheres

de diferentes gerações e origens. Atualizando o mito grego de Penélope, que

criou artifícios de sobrevivência como tecer uma mortalha durante o dia e

destecê-la à noite, este encontro celebra todas as Penélopes do mundo, como

uma grande constelação, visto que são obrigadas a criar os seus próprios

artifícios para se manterem livres e vivas.


No clássico livro Odisseia, de Homero, Penélope é rainha de Ítaca e conhecida

como a fiel esposa do herói Odisseu que passa dez anos lutando na Guerra de

Troia e mais dez anos tentando voltar para o seu trono em Ítaca, embora o seu

paradeiro seja desconhecido pelos gregos acreditando-se inclusive que havia

morrido em seu regresso para casa. Diante da possibilidade da morte de

Odisseu, Penélope é pressionada a casar-se novamente e escolher um

pretendente entre uma centena de homens ávidos por ocupar o trono do

marido. E em companhia de suas doze fieis escravas, Penélope tece, destece

e retece uma mortalha para o sogro a fim de postergar tal escolha.


Nesse sentido, cada artista propôe para a execução do projeto de exposição

um trabalho alinhavando questões do mito e tendo como inspiração o livro de

poesia “Linha, labirinto”, de Monica de Aquino, e “A odisseia de Penélope, de

Margareth Atwood, ambos abordando o mito sob uma perspectiva feminina.

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Suely Farhi explores the intersection between word and space, creating works that transform objects into writings and vice versa, activating the sense of language in the environment. Her research seeks to rescue worn-out words, giving them new life and depth, reflecting on the relationship between language and spatial experience.

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